16 agosto 2016

Arte em Argila

"Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras" Jeremias 18:2

"Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi alma vivente." Gênesis 2:7

Hoje é sábado, mas aprendemos muitas coisas juntos.
Refletimos sobre a criação, caráter, amor e paciência de Deus com o "barro"...


15 agosto 2016

Aula de Geografia

Copiando mapas com a ajuda de papel manteiga.



Princípio de Soberania

Hoje falamos sobre o Princípio da Soberania e utilizamos esse vídeo como inspiração.
"Nele foram criadas todas as cosias que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele. E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele."
Colossenses 1:16-17


05 junho 2016

Re-Educação Física de Dentro para Fora

Nem bem comecei a ler o texto sobre os exemplos de plano de curso para Educação Física* e já fui sentindo os benefícios de uma renovação no meu modo de pensar sobre os exercícios físicos.
A renovação de mente é um caminho sem volta. Uma vez transformada, jamais a mente voltará à sua forma inicial. Pode até tomar caminhos indesejados mediante outras influências, porém, uma vez tocada pelo Senhor, não há como se fazer de “ignorante” nos aspectos anteriormente moldados.
Pronto! Não há mais desculpas para mim.
Eu que no tempo da infância e adolescência sempre me vi praticando atividades físicas e envolvida com a competição e o trabalho em equipe para alcançar determinados objetivos em quadra, agora me vejo sedentária (pode acreditar) aos 31 anos de idade.
Ao ler as ideias-guias descritas nesse exemplo de plano de curso** fui sendo impactada palavra após palavra e identifiquei-me como desobediente à vontade do Senhor.
Sim! Estou desobedecendo-o na medida em que não governo bem o meu corpo e não o coloco em atividade.
Não estou garantindo vida longa, ativa e saudável, tanto ao meu corpo quanto à minha mente. E enganei a mim mesma quando utilizei desculpas do tipo “não posso sair para caminhar agora, estou trabalhando para o Senhor”.
Preciso mudar essa realidade HOJE e para isso o Senhor me trouxe essa revelação.
Quando faço exercícios, obedeço ao meu Senhor Deus. Porém, quando estou me sentindo desanimada e cedo às vontades do meu corpo e não coloco-o em atividade, não estou governando-o, mas estou sendo governada por ele.
Da mesma forma, quando me empanturro de doces cedendo aos desejos pelas guloseimas, não estou governando-o, mas estou sendo governada pelos desejos da minha própria carne.
Preciso dominar meu corpo, levando-o a fazer a vontade do Senhor plenamente, ou seja, em todas as áreas da minha vida.
A prática de exercícios físicos trará benefícios não somente para a parte estética do meu corpo, nem somente à parte interna – os órgãos, músculos, circulação sanguínea... – mas também trará benefícios à minha mente, tornando-a capacitada para uma reflexão mais apurada a respeito de tudo, melhor humor (sendo agradável com todos à minha volta), e longe de doenças como labirintite, mal de Parkinson, Alzheimer...
O metabolismo do meu corpo, então, será governado adequadamente, ou seja, as reações químicas e hormonais que ocorrem dentro do meu corpo serão bem gerenciadas, colaborando para a qualidade do meu serviço a Deus e aos meus irmãos.
Se antes, o meu objetivo ao sair de casa (vestindo roupas fitness e tênis de caminhada) era obter melhor aparência e vestir roupas que não me cabem mais, agora, alinhada a esse novo modo de pensar, entendo perfeitamente a real necessidade da mudança de conduta. Agora sim, tenho as IDEAIS motivações para enfrentar minhas próprias murmurações e desculpas.
A partir desse mesmo raciocínio o Senhor me conduzirá à outras mudanças, tais como: melhora na postura corporal ao sentar-me frente ao computador, respeito às horas devidas de sono, adequação à quantidade de litros de água que devo ingerir durante o dia...
Pois é, estou experimentando, verdadeiramente, os efeitos da renovação de mente que a educação cristã - pautada no ensino reflexivo à luz de uma cosmovisão bíblica – produz nos indivíduos por ela exercitados.
Termino esse texto, louvando ao Senhor e engrandecendo-o pelos feitos que tem realizado de dentro para fora do meu ser e, compartilho o produto dessas reflexões com vocês, caros leitores, para que em vós também Ele opere, tanto o querer quanto o efetuar, segundo a Sua perfeita vontade (Fp 2:13).

*Curso EAD “Fundamentos, conceitos e práticas em Educação por Princípios” da Aecep.

**Texto disponibilizado por Hélvia Brito.

17 abril 2016

Sobre a Ideia Cristã da Criança e a Redefinição do Papel de Professor e dos Pais


A criança é um ser único e especial, criada por Deus à sua imagem e semelhança, nasce em pecado, necessita de redenção e encontra a redenção somente em Cristo.

Já tinha conhecimento a respeito desses aspectos, mas no decorrer da leitura do texto complementar do curso I da Aecep, tive uma compreensão maior a respeito das minhas responsabilidades como mãe e como professora.

Nunca havia refletido sobre a “fraqueza” da criança como descreve Webster ao defini-la como “fraca em conhecimento, experiência, julgamento ou entendimento”. E tal definição abriu os meus olhos para a seguinte reflexão: Temos dado ouvidos às crianças! Não que seja algo ruim, mas temos considerado seus pensamentos como pensamentos de sábios, pensamentos prontos, quando na verdade deveríamos analisá-los e ponderar a respeito deles, visto que somos os agentes que devem direcioná-las e não o contrário.

Vemos uma sociedade que exalta o pensamento infantil, que tem colocado a criança no centro da família, e como “pequenos reis” ou “pequenos deuses” têm ditado as regras da casa, os horários e os cardápios das refeições, os passeios que a família deve ou não fazer, os programas de televisão a assistir...
Nisto, vemos os pais sendo conduzidos a “realizar” as vontades das crianças.

De acordo com o texto, o PAIS prestarão contas a Deus como Seus mordomos e os PROFESSORES, com autoridade delegada pelos pais e sob sua confiança, ACEITAM um papel profissional de educar seus filhos.

É fundamental pensarmos na palavra ACEITAR. Visto que, de acordo com o dicionário Webster trata-se de:

“1. Receber o que é oferecido, consentindo em sua mente; receber com aprovação ou favor.
Diferença entre receber e aceitar: Ele recebeu uma nomeação ou a oferta de uma comissão, mas não a aceitou.
Considerar com parcialidade, com valor ou estima.
Consentir ou concordar, aceitar os termos de um contrato, aceitar um tratado (...)”

Muito interessante!

Educar implica em consentir, concordar com a responsabilidade, ter a plena consciência do que está fazendo e das responsabilidades que carrega.

“De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, (...)
se é ensinar, haja dedicação ao ensino;”

Romanos 12:6,7

O texto afirma que Jesus é o modelo de mestre a ser seguido e que devemos aprender com ele. Observar a maneira como ele ensinou me leva a repensar a maneira como eu tenho ensinado. Quanto tenho a me aperfeiçoar meu Deus!

Devo ensinar:

- vendo cada criança como plena, pronta a ser cultivada, inspirada, consagrada e instruída.
- amando meu alunos,
- aceitando-os com todas as suas imperfeições e qualidades,
- afirmando em suas mentes quem eles são em Cristo
- recebendo-os
- curando-os
- capacitando-os
- incentivando-os
- comunicando a verdade de maneira que fiquem maravilhados
- cativando seus corações por meio da Palavra Dele
- tocando-os, fazendo com que se sintam especialmente amados
- me relacionando com eles através da disciplina (e não o contrário)
- tendo respeito pelo valor de cada um
- demonstrando profunda e genuína apreciação pela individualidade de cada criança
- investindo tempo e concedendo sincera atenção tornando-se acessível
- conforntando as discrepâncias entre a convicção verbal e a realidade da vida
- levando os indivíduos à sua mais plena expressão
- capturando e comunicando a verdade de cada disciplina, inspirando e inculcando o amor pela verdade e pela beleza, dando o pão da vida (a verdade) ao invez de migalhas
- sendo um “livro vivo” para a criança
- satisfazer as necessidades tutoriais dos estudantes, atendendo-os em seu próprio estilo de aprendizado e instrução, elevando-os a um padrão digno, produzindo e não apenas consumindo, levando-os a exercitarem todo o seu potencial.
- satisfazê-los, ou seja, suprir suas necessidades reais e não suas vontades e prazeres (gratificação).

Gratificar (gratification - Webster)
1. O ato de proporcionar prazer , seja a mente, o gosto ou o apetite. Falamos da gratificação do gosto ou do palato , dos apetites , dos sentidos, dos desejos, da mente, da alma ou do coração.
2. Aquilo que dá prazer ; satisfação; prazer. Não é fácil renunciar a gratificações a que estamos acostumados.
3. Recompensa ; 
 
As necessidades das crianças, vão muito além do conteúdo acadêmico. 
Vão muito além de compreender a tabuada, a língua portuguesa, a geografia...

Dizem respeito ao que é realmente importante, aquilo que na Palavra são chamadas de “invisíveis aos olhos” (2 Corintios 4:18).

A principal delas, é a necessidade espiritual.
Elas precisam nascer de novo. E essa deve ser a primeira busca do professor cristão.

Jesus saciou plenamente a sede do povo. Satisfez a necessidade de salvação e necessidades físicas também (curando, alimentando, protegendo...)
 
Além disso, pude compreender que as crianças também tem as seguintes necessidades:

SIGNIFICADO: Precisam sentir que estão seguras, que são amadas, valorizadas e importantes.CONFIANÇA: Precisam sentir confiança nas pessoas que as influenciam.
ACEITAÇÃO: Precisam adquirir valor pessoal, ou seja, aceitar sua própria individualidade como presente de Deus. Os adultos devem comunicá-las plenamente a respeito do seu valor e potencial.
PROPÓSITO: Precisam sentir que fazem parte da história, que foram criadas com um propósito maior. Isso é alcançado através do uso da ferramenta “linha do tempo”, pois por meio dela, se adquire a visão da história providencial. 
TRABALHO: Precisam de atividades significativas, desafiadoras... que enobrecem e não só as divertem. As atividades significativas produzem um senso de valor e propósito de sua vida.
SABEDORIA: Precisam de orientação sábia de um adulto baseada nos princípios de Deus, para compreender suas experiências e o mundo que as cerca.
MODELOS DE AUTOGOVERNO CRISTÃO: Precisam estar em contato com modelos de adultos que se submetem ao governo de Deus. A ferramenta “biografia” satisfaz essa necessidade em sala de aula.
MODELOS DE CARÁTER CRISTÃO: Precisam de adultos que além de as ensinarem os princípios de Deus sejam exemplos de um caráter cristão. Elas precisam de referenciais. Isso tem sido escasso em nossos dias. Modelos de pessoas produtivas e comprometidas, pessoas que as inspire verdadeiramente.
 
Meu Deus!

Após a leitura das reais necessidades das crianças, fiquei impactada ao perceber que não estou satisfazendo nem meu filho, nem meus alunos.
Meu filho, tem demonstrado insegurança e aparenta não acreditar em seu valor e que de fato é amado por nós. Não acredita em seu potencial e demonstra isso diariamente na escola, desejando ser “inteligente” como os amigos.
O mesmo acontece em minha sala de aula. Vejo crianças sedentas. Crianças com baixa autoestima que a todo momento buscam se auto afirmar por meio de atitudes onde pretendem chamar a atenção de todos para si.

É isso! Se eu olhar para esses aspectos na vida de cada criança, então os problemas de indisciplina e até os problemas de relacionamentos serão sanados.

Na página 105, podemos visualizar o que seria o ideal a ser atingido em nossas atividades como mestres “satisfazer as necessidades reais dos estudantes de maneira plena” porém, a liberdade e a expressão criativa, descrita como sendo permitida por meio da abordagem por princípios, não é experimentada plenamente na sala de aula. 
A correria do dia a dia pela busca do cumprimento dos conteúdos exigidos no currículo, a busca desenfreada (literalmente desenfreada) pelo cumprimento de todas as páginas de um material didático, minam essa liberdade e a exigência de caminharmos no mesmo passo de professoras diferentes, com alunos diferentes, ainda que da mesma série, torna essa liberdade ainda menor.
Sinto a falta de liberdade nesse aspecto todos os dias e o meu maior desafio atualmente, é como aplicar a abordagem por Princípios dentro de um modelo engessado de educação.

06 abril 2016

Sobre a "neutralidade" da Educação


A educação não é neutra, nem nunca foi.

A educação é realizada por PESSOAS e diferente do que Wilhelm Wundt (pai da psicologia) afirmou, segundo o vídeo “Emburrecimento Deliberado”, tais pessoas possuem sim autodeterminação. Pessoas são carregadas de intenções logo ao acordar. Ninguém entra numa sala de aula sem uma intenção e as intenções de quem educa estão alicerçadas na maneira como ela vê o mundo, em sua cosmovisão, em sua concepção de educação, de criança, de propósito de vida...

O sistema de governo vigente produzirá através da educação uma concepção de educação que o mantenha no domínio, gerando, assim, um ciclo de poder com objetivos pautados nessa filosofia.
Ignorar, ou deixar de reconhecer a existência dessa intencionalidade na educação gera consequências terríveis, pois nos torna ferramentas em mãos erradas e sem perceber agimos em prol de um objetivo não bíblico que coopera contra o cumprimento dos propósitos de Deus.
É interessante que ao citarmos a Educação por Princípios às pessoas que não a conhecem. Muitos coçam seus ouvidos como se falássemos de algo proibido, afinal, como podemos ser tão ousados em revelar as intenções da nossa maneira de educar?
Soa de modo absurdo aos seus ouvidos, o fato de estarmos assumindo a postura cristã na educação. 

Afinal, a “ideia” é que a educação seja “laica” e que jamais poderíamos tomar partido de um lado ou outro, mas ao meu ver, quando a educação afirma não tomar partido para lado algum, ela toma a posição de educação relativista, panteísta ou até ateísta.
Mesmo tratando-se de uma situação tão corriqueira, podemos perceber o contexto anticristão no qual vivemos, ou seja, uma filosofia de governo e de educação totalmente anticristãos.
São falsos fundamentos baseados em intenções malignas de dominação e roubo das mentes. Não podemos ficar inertes a isso.

Ao analisar a maneira como eu mesma fui educada me deparo com uma filosofia de governo anticristã impregnada em tudo o que penso, digo ou faço e isso só tem sido, curado, descontruído e arrancado, por meio da renovação da mente encontrada nas ferramentas que tenho utilizado, através de uma Educação baseada nos Princípios Bíblicos.

A Educação por Princípios se faz um antídoto a todo estrago interno causado por tais filosofias e somente Deus poderá operar tão profunda e complexa obra em nós e através de nós.
Da mesma forma que uma filosofia de governo, que não condiz com os princípios de Deus, tem poder de gerar graves consequências em determinada nação, a Educação por Princípios, baseada também em uma filosofia de governo, produzirá deliciosos frutos à nação que por meio dela for edificada.


Isso se confirma na visão da EP baseada no versículo Salmo 145:4-5, que a filosofia educacional de uma geração se tornará na filosofia de governo da próxima.

04 agosto 2015

Revelação do amor do Pai



Depois de tanto tempo sem escrever neste blog, hoje não poderia deixar de fazer isso.

Quando me levantei da cama nesta manhã, não fazia ideia das experiências que teria com o Pai. Troquei de roupa e calcei meus sapatos ainda meio sonolenta com o corpo pedindo para voltar para as cobertas...
A caminhada começou fria e ao som de algumas músicas em inglês (idioma que venho estudando a alguns dias). Apesar de não entender muita coisa que estava sendo dito nas canções, elas foram pano de fundo para uma conversa que começaria a ter com o Senhor.
Comecei orando, falando com o Pai o quanto gostaria de conversar com ele, ouvir a sua voz e o quanto meu coração estava disposto a buscá-lo naquela manhã. E então Deus me apresentou um filme na mente.

Eu pude ver o Pai e o Filho conversando no seu trono e desfrutando de tudo o que há de melhor na glória. Enquanto eu via essa cena, meus próprios lábios narravam aquela conversa e conduzida pelo Espírito Santo, fui me surpreendendo com as palavras que cada um dizia.
O Pai falava ao Filho o quanto era maravilhoso estar ali, mas o quanto seria bom se todos nós pudéssemos estar ali também.
Uma voz dizia: Mas eles pecam, eles roubam, eles mentem, fazem todo tipo de maldade, guardam todo tipo de loucura em seu coração...
E a cada frase o Pai dizia: Mas EU os amo! Mas EU os amo!
Nesse instante comecei a visualizar as pessoas ao meu redor e o Pai me dizia:
Está vendo aquele homem de carro? Eu o amo!
Está vendo aquele homem passeando com seu cachorro? Eu o amo também!
... aquela mulher, aquele senhor... aquele frentista, aquela dona de casa...
Deus foi dividindo comigo aquele amor...
E então, o Filho vendo a tristeza do Pai em estar ali sem seus outros filhos, lhe diz: Eu vou Pai.
E então o Pai questiona o Filho: Mas não será fácil meu Filho, você irá sofrer as dores destes homens, irá ver a miséria e o pecado tão de perto... vai doer meu Filho. Vão cuspir em você e dizer mentiras horríveis a seu respeito...
E o Filho dizia: Eu quero apresentar a Eles o seu amor. Eu te amo meu Pai e farei isso por amor.

Eu pude contemplar esse diálogo, essa renúncia detalhadamente e pude ver tamanha entrega que realizou o nosso Senhor Jesus ao deixar seu trono de glória e vir nascer entre os homens.
Pude ver a conversa que o Filho teve com o Pai no Getsêmani pedindo que afastasse Dele aquele cálice (se fosse possível), mas que fosse feita a vontade do Pai e não a Dele.
Pude contemplar a dor da separação e do silêncio enquanto o Filho tomava os pecados dos homens sobre si e levava sobre seu corpo o castigo que nos traz a paz.
Nessa hora, não pude conter as lágrimas e mesmo caminhando... chorei.

No entanto, a revelação do Senhor não parou por aí. Havia um propósito nisso tudo. Essa experiência tinha um motivo para acontecer...
Depois de um tempo em silêncio, pensando na morte do Senhor e na separação do Pai e o Filho, pude contemplar o restabelecimento da comunhão dos dois quando a vida venceu a morte e quando o sepulcro se abriu.
Que alegria!

Então, o Pai disse "Vá meu Filho! Anuncie a eles a salvação! Mostre para eles o que fizemos por amor!
Depois que ouvi essa frase, no mesmo instante ergui os meus olhos para o horizonte e pude ver um homem simples com um saco preto com materiais de reciclagem nas costas.
Pensei: "É isso? O Senhor quer que eu anuncie a ele o seu amor?"
E o Pai me falava: "Vá! Anuncie a ele o meu amor e o que eu fiz por ele."
E então eu tirei o fone do ouvido e quando vi que ele havia se sentado... fui em sua direção.
Me abaixei ao seu lado, perguntei seu nome e começamos a conversar. Contei a ele sobre aquilo que Deus havia me dito e sobre o amor que havia sido revelado a mim.
Logo sua esposa se juntou a nós e pude terminar de contar-lhes sobre o amor de Deus por eles.

Eu não sei o quanto as palavras que eu disse entraram de fato no seu coração, mas saí de lá emocionada e radiante em ter experimentado do amor de Deus por eles. Clamei ao Senhor para que completasse a obra na vida deles. Não tive nojo de tocá-los, não tive receio de ser assaltada, pois meu celular não tinha valor diante daquilo que havia para contar...
Na sequência vi outro homem levando sobre as costas mais reciclagens, indo na mesma direção que eu e me juntei a ele. Perguntei seu nome, perguntei se podíamos andar lado a lado... e conversamos sobre sua vida. Ele me falou sobre seus filhos que não vê a nove anos, me falou do seu trabalho...
Eu pouco falei dessa vez, mas eu pude sorrir com ele, pude dividir o amor que transbordava de dentro de mim...
E Deus  me lembrou: "Se necessário use palavras".
Continuei caminhando até minha casa e pude contemplar várias pessoas que cruzavam meu caminho e por duas vezes pude falar "bom dia" amando-as de todo meu coração.

Hoje, estou feliz.
Hoje senti o quanto Deus ama o ser humano.
Já havia pedido ao Senhor diversas vezes que me desse a graça de enxergar as coisas com seus olhos, da mesma forma que ele via os homens enquanto esteve no meio deles...
E hoje isso foi possível.
Deus me mostrou que eu não conseguiria vivenciar isso com os cliques que dou diariamente na internet e que somente buscando ao Senhor de todo o meu coração e abrindo mão de mim mesma é que isso foi possível.

Que isso continue a acontecer em minha vida e na vida dos meus irmãos.
Quero dividir esse amor com cada um que cruzar o meu caminho. Quero valorizar a vida, mais do que as coisas.
Quero anunciar as boas novas, anunciar o amor do Pai a todos.

Obrigada Pai por esta manhã e pelo dia em que o Senhor decidiu nos amar além de nós mesmos.

Escrita ausente

O problema em ler bons textos e somente bons textos talvez esteja na difícil missão de, posteriormente, se fazer ouvir por meio da escrita. ...